terça-feira, 19 de junho de 2007

Comunicado da Lista A a propósito da campanha do iôiô, em que num dia se é a favor da revalidação, no outro contra e no seguinte antes pelo contrário




Caros colegas

Decidimos enviar esta newsletter extraordinária depois de assistirmos nos últimos dias a uma série de manobras de desinformação, avanços e recuos da candidatura da Lista B relativamente ao tema da revalidação da carteira profissional.
De facto, este é um tema extremamente importante para o futuro da nossa profissão e é absolutamente necessário que sejamos claros e rigorosos nesta matéria.
Numa fase em que os tempos estão mais difíceis do que nunca para os Farmacêuticos, é importante que o próximo Bastonário saiba posicionar-se publicamente: a licenciatura em Farmácia ou Ciências Farmacêuticas numa universidade acreditada pela OF não basta para que tudo volte a ser como antes para os Farmacêuticos portugueses. Para termos sucesso num mercado de grande competição global hoje em dia só há duas opções: ou somos muito bons ou muito baratos. E isto aplica-se a todos os sectores de exercício profissional dos Farmacêuticos. Uma vez que para serem baratos existem os técnicos e os licenciados dos politécnicos, só nos resta sermos mesmo muito bons, para que o mercado de trabalho e a sociedade em geral continuem a precisar e a preferir Farmacêuticos. É aqui que reside o principal desafio da OF: temos que encontrar uma forma de garantir que os Farmacêuticos do futuro são profissionais cuja contratação é uma excelente decisão para as empresas e temos que fazer com que as farmácias e laboratórios de análises clínicas sob propriedade e direcção Farmacêutica se afirmem pela qualidade e mantenham e ampliem o reconhecimento social de que actualmente já beneficiam.
Este é um tema com o qual ambas as candidaturas concordam, embora só a nossa lista o assuma claramente. É evidente que o sistema actualmente existente tem que ser corrigido, pois a renovação da carteira profissional é um assunto demasiado importante para poder ser encarado como um negócio.
Mas é para isso que aqui estamos: para enfrentar os problemas, para não fugir dos problemas, e sobretudo para resolver os problemas. E não para intoxicar a opinião dos Farmacêuticos com facilitismos eleitoralistas.

2 comentários:

Ordem para intervir disse...

Não vejo qualquer contradição neste processo de evolução na incoerência. Se renovar der votos, renova-se. Se renovar tirar votos, não se renova. Se renovar nem der nem tirar votos, nem se renova nem se deixa de renovar.

Depois vê-se ... !

E aí está mais uma "espécie de magazine". Uma ternura ciclotímica muito na velha linha do "agarrem-me se não eu mato-o"!

Podíamos ter tido melhor sorte.

Unknown disse...

MAIS UMA... MENTIRA DA LISTA B OU A ARTE DE MANIPULAR OS FARMAcÊUTICOS!

As declarações da candidata da Lista B ao jornal Público de hoje são o espelho do OPORTUNISMO e MENTIRA com que procura intoxicar os colegas neste acto elitoral!

IRENE SILVEIRA diz: "Para os 15 créditos necessários à revalidação não conta, por exemplo, a conclusão de um mestrado ou doutoramento, critica a professora catedrática de Farmácia da Universidade de Coimbra, instituição onde foi vice-reitora."

Como todos os farmacêuticos sabem isto é FALSO! Os Mestrados e Doutoramentos são já contemplados como actividades creditadas no actual regulamento.

Das duas uma:
- Irene Silveira mente descaradamente na busca do populismo eleitoral;
- Irene Silveira desconhece claramente aquilo que critica (procurando assim o mesmo oportunismo!)

No entanto, de forma aprofundada, a mensagem revela-se ainda mais desconsertante: como NÃO tem apontado uma proposta para a (necessária) revisão do processo de revalidação, IRENE SILVEIRA lança para o ar aquilo que verdadeiramente a preocupa: os Mestrados e Doutoramentos... vindo ao de cima o esplendor da sua visão académica da profissão e desligada da realidade do contexto real da esmagadora maioria dos farmacêuticos portugueses...
Não que os Mestrados e Doutoramentos não sejam positivos para a profissão e sejam por isso valorizados (como o são actualmente) no âmbito deste processo.. mas serão a solução para todos os farmacêuticos?!?!

Provavelmente a nova(?!) formação defendida pela Lista B deva assim ser obrigar todos os farmacêuticos a um Mestrado e Doutoramento (pagando-os naturalmente às Faculdades e aos Professores!)

No âmbito da fantasia com que a lista B tem tratado esta matéria dá vontade de ser demagógico e dizer: "a Lista B é contra os negócios de formação de quem quer que seja... excepto se o negócio for para os Professores e Faculdades"

Em suma, no único momento em que tentou concretizar alguma coisa no meio das incoerências que a lista B tem produzido sobre a matéria, foge-lhe o pé para o chinelo e Irene Silveira assume a defesa dos Profs Universitários a controlar a profissão!

Começa assim a revelar-se a manipulação da Lista B através do que diz.. e principalmente pelo que também não diz!

post-scriptum: neste contexto será inocencia ou distracção que justifica o facto de TODOS os candidatos que encabeçam os órgãos nacionais da Lista B serem Professores Universitátrios?!?